Adão de Lourdes - TNT Arte
Mariana / MG
1945
(Cód.: AF12294)
Árvore com pássaros, flor e frutos
Escultura em madeira entalhada e adornada com aves, flores, frutos na árvore e outros animais.
verso
19 x (L) cm
76 (A) x
Categoria(s): Escultura

Adão de Lourdes Cassiano nasceu em 1945, em Mariana, Minas Gerais, e desenvolveu sua trajetória em Cachoeira do Brumado, distrito conhecido pela produção artesanal em pedra-sabão e madeira.

Nascido em uma família de comerciantes e pedreiros, trabalhou na construção civil até aproximadamente os 26 anos. Seu primeiro contato com a escultura aconteceu durante a construção do Grupo Escolar de Cachoeira do Brumado. Ao escavar o terreno para as fundações, encontrou pedra-sabão e começou a experimentar o material, criando pequenas figuras, animais e presépios.

Uma de suas primeiras peças foi uma pequena flor em pedra-sabão, oferecida como presente àquela que viria a ser sua esposa. Essa fase inicial foi marcada por trabalhos de pequenas dimensões e por uma descoberta essencialmente intuitiva da prática escultórica.

Sua trajetória mudou a partir do contato com Artur Pereira, importante escultor popular que vivia na mesma região. Artur percebeu seu talento, incentivou-o a abandonar progressivamente a pedra-sabão e a experimentar a madeira. A partir desse estímulo, Adão passou a desenvolver uma linguagem própria, tornando-se um dos continuadores da tradição da escultura em madeira de Cachoeira do Brumado.

Adão ficou conhecido principalmente por seus presépios, pelas esculturas de animais, pelos bancos em formato de sapo, pelas árvores povoadas de pássaros e por obras de temática social, como a série denominada Corrente de Escravos. Seu trabalho reúne observação da natureza, memória do cotidiano rural, religiosidade e imaginação.

A relação com a madeira envolve também conhecimentos tradicionais sobre a natureza. O artista relatou que selecionava pessoalmente o cedro empregado em suas esculturas e observava os períodos considerados adequados para o corte, respeitando os ciclos da lua e realizando o replantio das árvores.

Em 2024, sua trajetória foi incluída no livro Mãos que contam histórias: vida e obra de artesãos cachoeirenses, de Thalia Gonçalves. A publicação apresenta as histórias de cinco artesãos de Cachoeira do Brumado e registra a relação entre suas experiências de vida, a prática artística e a cultura da comunidade. Adão participou pessoalmente do lançamento local da obra, realizado em novembro daquele ano.

Mercado?

Para colecionadores e profissionais do mercado, Adão de Lourdes ocupa uma posição relevante dentro da escultura popular brasileira em madeira. Sua produção apresenta identidade visual facilmente reconhecível e mantém uma ligação direta com a tradição artística de Cachoeira do Brumado, especialmente com o legado de Artur Pereira.

Suas esculturas circulam em galerias, antiquários e leilões especializados em arte brasileira. Os trabalhos mais característicos — como as árvores com animais, os presépios, os bancos em forma de sapo e as composições da série Corrente de Escravos — despertam maior interesse por reunirem força escultórica, riqueza de entalhe e temas associados diretamente ao artista.

As esculturas de maiores dimensões, executadas em bloco único de madeira e com composições mais complexas, tendem a alcançar maior destaque comercial. A presença de uma obra de Adão de Lourdes na seleção da SP-Arte 2025, apresentada pela Galeria Ricardo Von Brusky, demonstra sua inserção crescente em circuitos mais amplos de valorização e revisão da arte popular brasileira.

A produção de Adão de Lourdes está inserida no campo da arte popular brasileira, particularmente na tradição da escultura mineira em madeira. Sua formação autodidata e sua proximidade com o ambiente rural deram origem a uma linguagem baseada na observação da fauna, da flora, das práticas religiosas e da vida cotidiana de sua comunidade.

O artista começou trabalhando com pedra-sabão, material abundante em Cachoeira do Brumado. Nessa fase, produziu pequenas flores, animais e figuras religiosas. Por influência de Artur Pereira, passou posteriormente à madeira, que se tornou o principal suporte de sua obra.

Adão trabalha frequentemente com a talha direta, permitindo que a forma da escultura surja do próprio bloco de madeira. Em determinadas obras, aproveita troncos e ramificações para criar estruturas verticais semelhantes a árvores ou totens, sobre as quais distribui pássaros, animais e figuras humanas.

Suas árvores escultóricas apresentam composições densas, formadas pelo agrupamento de diferentes espécies da fauna e da flora brasileiras. A repetição dos animais, os galhos entrelaçados e a verticalidade conferem ritmo às obras, fazendo com que cada peça possa ser observada de diferentes ângulos.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os bancos esculpidos em forma de sapo. Nessas peças, Adão aproxima escultura e objeto funcional: o animal é representado com corpo largo, pernas robustas e superfície intensamente entalhada, transformando-se simultaneamente em figura e mobiliário.

A religiosidade aparece principalmente nos presépios e nas cenas de inspiração cristã. Já obras como Corrente de Escravos introduzem uma dimensão histórica e social, utilizando a repetição e o encadeamento das figuras para abordar a memória da escravidão.

Embora se relacione com a produção de Artur Pereira e com a tradição de Cachoeira do Brumado, Adão desenvolveu um repertório próprio. Suas esculturas combinam simplificação formal, exuberância ornamental e expressividade, transformando experiências locais em imagens de alcance mais amplo.

A produção de Adão de Lourdes está inserida no campo da arte popular brasileira, particularmente na tradição da escultura mineira em madeira. Sua formação autodidata e sua proximidade com o ambiente rural deram origem a uma linguagem baseada na observação da fauna, da flora, das práticas religiosas e da vida cotidiana de sua comunidade.

O artista começou trabalhando com pedra-sabão, material abundante em Cachoeira do Brumado. Nessa fase, produziu pequenas flores, animais e figuras religiosas. Por influência de Artur Pereira, passou posteriormente à madeira, que se tornou o principal suporte de sua obra.

Adão trabalha frequentemente com a talha direta, permitindo que a forma da escultura surja do próprio bloco de madeira. Em determinadas obras, aproveita troncos e ramificações para criar estruturas verticais semelhantes a árvores ou totens, sobre as quais distribui pássaros, animais e figuras humanas.

Suas árvores escultóricas apresentam composições densas, formadas pelo agrupamento de diferentes espécies da fauna e da flora brasileiras. A repetição dos animais, os galhos entrelaçados e a verticalidade conferem ritmo às obras, fazendo com que cada peça possa ser observada de diferentes ângulos.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os bancos esculpidos em forma de sapo. Nessas peças, Adão aproxima escultura e objeto funcional: o animal é representado com corpo largo, pernas robustas e superfície intensamente entalhada, transformando-se simultaneamente em figura e mobiliário.

A religiosidade aparece principalmente nos presépios e nas cenas de inspiração cristã. Já obras como Corrente de Escravos introduzem uma dimensão histórica e social, utilizando a repetição e o encadeamento das figuras para abordar a memória da escravidão.

Embora se relacione com a produção de Artur Pereira e com a tradição de Cachoeira do Brumado, Adão desenvolveu um repertório próprio. Suas esculturas combinam simplificação formal, exuberância ornamental e expressividade, transformando experiências locais em imagens de alcance mais amplo.

Explorando a Obra:
A escultura ""Árvore com pássaros, flor e frutos"" exemplifica a riqueza e a diversidade do trabalho de Adão de Lourdes, que se destaca pela representação da fauna e da flora. A obra é uma representação detalhada da natureza, adornada com aves, flores e frutos, que revelam seu profundo vínculo com o ambiente natural. A técnica de entalhe em madeira permite que o artista explore texturas e volumes, dando vida a suas composições de maneira singular. Suas esculturas refletem não apenas a beleza da natureza, mas também uma narrativa cultural, unindo elementos do cotidiano e da mitologia popular. Através de suas obras, Adão se firmou como um dos grandes representantes da arte popular brasileira, contribuindo para a valorização da cultura e da tradição locais.