Alexandre Orion - TNT Arte
São Paulo, SP
1978
(Cód.: 9051)
Metabiotica 13 , 2004
Fotografia digital
verso
73 x (L) cm
49 (A) x
Categoria(s): Fotografia

Alexandre Orion nasceu em São Paulo, em 9 de agosto de 1978. Influenciado pela cultura do skate, do hip-hop e do graffiti, começou a realizar trabalhos nas ruas no início da década de 1990. Autodidata em sua formação inicial, também atuou com tatuagem, ilustração e direção de arte. Em 2001, iniciou sua pesquisa com fotografia e, em 2004, graduou-se em Artes Visuais pela Faculdade Montessori — Famec, em São Paulo.

Em 2002, criou Metabiótica, série na qual realizava pinturas em muros e aguardava o momento em que pessoas, veículos ou acontecimentos cotidianos estabelecessem relações inesperadas com as figuras. Esses encontros eram registrados fotograficamente, transformando a cidade e seus transeuntes em participantes da obra.

Em 2006, realizou sua intervenção mais conhecida, Ossário, nas paredes do Túnel Max Feffer, em São Paulo. Utilizando apenas pedaços de pano, retirou seletivamente a fuligem acumulada no local, formando centenas de caveiras ao longo de aproximadamente 300 metros. O procedimento, conhecido como graffiti reverso, chamou a atenção para a poluição produzida pelos automóveis e teve ampla repercussão nacional e internacional. Posteriormente, Orion passou a utilizar a própria fuligem como pigmento em pinturas e gravuras.

Ao longo de sua carreira, desenvolveu projetos como Polugrafias, Poluição sobre Muro, Apropriada, Défense d’Afficher e Lampoonist. Realizou exposições no Brasil e no exterior e teve trabalhos apresentados em instituições como a Pinacoteca de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Itaú Cultural e o Centro Cultural da Caixa. Sua obra também integra importantes coleções institucionais brasileiras e internacionais.

Mercado

Alexandre Orion é um artista de currículo institucional e projeção internacional, cuja produção ultrapassa os limites tradicionais do graffiti. Sua obra transita entre fotografia, pintura, gravura, instalação, vídeo e intervenção urbana, permitindo que trabalhos originalmente efêmeros sejam preservados e incorporados a coleções.

Para o mercado, destacam-se as fotografias da série Metabiótica, as obras relacionadas a Ossário e as Polugrafias, nas quais a fuligem retirada da cidade é transformada em pigmento. A força conceitual desses trabalhos, associada à sua linguagem visual facilmente reconhecível, contribui para o interesse de colecionadores de arte urbana e contemporânea.

A presença de suas obras em acervos como os da Pinacoteca de São Paulo, Itaú Cultural e Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, além de exposições no Brasil e no exterior, reforça sua importância. A atualidade das questões ambientais, sociais e urbanas tratadas em sua produção também amplia sua relevância no circuito contemporâneo.

A produção de Alexandre Orion está ligada diretamente ao espaço urbano. A cidade não funciona apenas como tema ou cenário, mas como suporte, matéria-prima e participante da obra. Muros, túneis, fuligem, cartazes publicitários, veículos, pedestres e acontecimentos cotidianos são incorporados ao seu processo criativo.

Orion utiliza diferentes linguagens, como graffiti, fotografia, pintura, desenho, gravura, instalação e vídeo. Em Metabiótica, relaciona figuras pintadas nos muros com os movimentos imprevisíveis dos transeuntes, registrando fotograficamente encontros entre ficção e realidade. Em Ossário, emprega a remoção da fuligem para construir imagens, transformando a limpeza em gesto artístico e político.

A poluição tornou-se um elemento recorrente em sua pesquisa. O artista recolhe a fuligem produzida pelos automóveis e a converte em pigmento, criando pinturas, murais e gravuras. Dessa maneira, o material que suja e adoece a cidade passa a documentar visualmente sua própria origem.

Sua obra aborda questões como poluição atmosférica, consumo, desigualdade, ocupação do espaço público e excesso de informação visual. Embora tenha origem no graffiti, sua produção está inserida no campo da arte contemporânea e caracteriza-se pela integração entre imagem, ambiente, ação e crítica social.

A produção de Alexandre Orion está ligada diretamente ao espaço urbano. A cidade não funciona apenas como tema ou cenário, mas como suporte, matéria-prima e participante da obra. Muros, túneis, fuligem, cartazes publicitários, veículos, pedestres e acontecimentos cotidianos são incorporados ao seu processo criativo.

Orion utiliza diferentes linguagens, como graffiti, fotografia, pintura, desenho, gravura, instalação e vídeo. Em Metabiótica, relaciona figuras pintadas nos muros com os movimentos imprevisíveis dos transeuntes, registrando fotograficamente encontros entre ficção e realidade. Em Ossário, emprega a remoção da fuligem para construir imagens, transformando a limpeza em gesto artístico e político.

A poluição tornou-se um elemento recorrente em sua pesquisa. O artista recolhe a fuligem produzida pelos automóveis e a converte em pigmento, criando pinturas, murais e gravuras. Dessa maneira, o material que suja e adoece a cidade passa a documentar visualmente sua própria origem.

Sua obra aborda questões como poluição atmosférica, consumo, desigualdade, ocupação do espaço público e excesso de informação visual. Embora tenha origem no graffiti, sua produção está inserida no campo da arte contemporânea e caracteriza-se pela integração entre imagem, ambiente, ação e crítica social.

Explorando a Obra: