Antonio Manuel - TNT Arte
Ilha da Madeira, Portugal
1947
(Cód.: 769)
Sem título
Serigrafia
canto inferior direito
86 x (L) cm
64 (A) x
Categoria(s): Serigrafia

Biografia

Nascimento e Formação

Antonio Manuel Rosa Cabral nasceu na cidade do Funchal, na Ilha da Madeira (Portugal), em 1947. Mudou-se com a família para o Brasil em 1953, fixando residência no Rio de Janeiro. No início da década de 1960, iniciou seus estudos artísticos de maneira autodidata e informal: entre 1962 e 1965, frequentou os ateliês de gravura da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) e os cursos livres do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde teve contato decisivo com Ivan Serpa e Mário Pedrosa.

 

Pontos de Destaque na Trajetória

A partir de 1966, Antonio Manuel passou a explorar o jornal como suporte físico, material e conceitual, criando as séries de Flans (matrizes de papelão prensado usadas em linotipo) e intervenções diretas nas páginas dos jornais diários O Dia e Última Hora. Em 1968, participou do histórico evento Apocalipopótese, idealizado por Hélio Oiticica no Aterro do Flamengo, apresentando suas Clandestinas — marmitas de alumínio e tecidos com imagens censuradas pelo regime militar que exigiam a manipulação do público.

 

Em 1970, realizou a intervenção radical O Corpo é a Obra. Após ter uma proposta de submissão recusada pelo júri do 19º Salão Nacional de Arte Moderna (que vetara a apresentação de seu próprio corpo como escultura viva), o artista compareceu no dia da abertura, tirou todas as roupas e postou-se nu no espaço do salão como ato de protesto contra a censura e a repressão política do AI-5.

Durante a década de 1970, viveu temporariamente em Nova York após ganhar o Prêmio de Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Arte Moderna (1973). Ao longo das décadas seguintes, sua obra consolidou-se internacionalmente, mantendo a crítica contundente à violência urbana, à manipulação da informação e ao estado da imagem na sociedade contemporânea.

A poética de Antonio Manuel transita entre a arte conceitual, a intervenção política, a performance, o cinema experimental, a gravura e a pintura contemporânea.

Temas Recorrentes:

  • Censura e Repressão Política: A exposição da violência institucionalizada durante a ditadura e a investigação das mídias clandestinas de resistência.
  • O Corpo como Matéria e Suporte: O corpo humano (e sua vulnerabilidade) como campo político, poético e estético máximo de liberdade.
  • A Mídia de Massa e a Imagem Impressa: A desconstrução da imprensa escrita, revelando o que é escondido entre o fato impresso, o clichê e a tarja de censura.
  • Identidade, Margem e Violência Urbana: A representação do cotidiano marginalizado, das chacinas, da violência nas periferias e das manifestações sociais no Brasil.
  • Técnicas e Materiais:
  • Flans e Clichês de Imprensa: Utilização de matrizes de chumbo, linotipia e papelão prensado provenientes das redações de jornais.
  • Intervenções em Jornais (Jornais de Bairro e Edições Clandestinas): Alteração e inserção de imagens censuradas diretamente nas tiragens de circulação comercial.
  • Pintura e Desenho em Larga Escala: Uso de tintas acrílicas, óleo, pigmentos e colagens com traços gestuais sobre tela e madeira.
  • Instalações, Performance e Super-8: Ações registradas em vídeos e filmes experimentais (como Pau de Arara, 1970), criando espaços imersivos com iluminação e panos vermelhos/pretos (ex: Fantasma, 1994).

 

A poética de Antonio Manuel transita entre a arte conceitual, a intervenção política, a performance, o cinema experimental, a gravura e a pintura contemporânea.

Temas Recorrentes:

  • Censura e Repressão Política: A exposição da violência institucionalizada durante a ditadura e a investigação das mídias clandestinas de resistência.
  • O Corpo como Matéria e Suporte: O corpo humano (e sua vulnerabilidade) como campo político, poético e estético máximo de liberdade.
  • A Mídia de Massa e a Imagem Impressa: A desconstrução da imprensa escrita, revelando o que é escondido entre o fato impresso, o clichê e a tarja de censura.
  • Identidade, Margem e Violência Urbana: A representação do cotidiano marginalizado, das chacinas, da violência nas periferias e das manifestações sociais no Brasil.
  • Técnicas e Materiais:
  • Flans e Clichês de Imprensa: Utilização de matrizes de chumbo, linotipia e papelão prensado provenientes das redações de jornais.
  • Intervenções em Jornais (Jornais de Bairro e Edições Clandestinas): Alteração e inserção de imagens censuradas diretamente nas tiragens de circulação comercial.
  • Pintura e Desenho em Larga Escala: Uso de tintas acrílicas, óleo, pigmentos e colagens com traços gestuais sobre tela e madeira.
  • Instalações, Performance e Super-8: Ações registradas em vídeos e filmes experimentais (como Pau de Arara, 1970), criando espaços imersivos com iluminação e panos vermelhos/pretos (ex: Fantasma, 1994).

 

Explorando a Obra: